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Ana Maria César lança nova obra na APL

Ana Maria César durante a sessão de autógrafos

No  dia 24 de abril, às 16h, aconteceu na Academia Pernambucana de Letras  a conferência “A poética de Ana Maria César” com depoimentos dos acadêmicos Lourival Holanda, Paulo Gustavo e Ângelo Monteiro. Na ocasião, foi lançada a obra de autoria da homenageada: “Poemas arcaicos & outros mais”.

 “Construiu a poeta Ana Maria César: um livro de alta qualidade poética. Ela, que até então, nos dava ensaios, pesquisa histórica, contos e crônicas, revela-se, ou decide revelar, o que, por certo, já vem produzindo há algum tempo”, afirma o escritor Alvacir Raposo em prefácio do novo livro  da autora .

O livro de Ana Maria está dividido em três partes: Poemas Arcaicos & outros mais. No primeiro poema: Poema arcaico I, a poeta diz a que veio, como se desse a chave para decifrar o aparente enigma:

“Não trago nada novo/ nem palavras nem versos/ nem mesmo o sentimento gasto/ e o espanto descabido.
Tudo já foi dito/ e mais uma vez se diz/ estupidamente crendo/ ser possível inventar/ um sentir desconhecido/ um discurso singular/ um estranho bem querer.
Mas só se repete/ tediosamente/ o vetusto o arcaico o obsoleto…”

 “No segundo e instigante segundo tópico: “ &”, Ana Maria como que traça um paralelo entre a evolução da espécie humana – o sapiens – e o surgimento da linguagem. Isso me leva a pensar que a conjunção aditiva “e” representa a vontade constante de acrescer, de somar, de ir para diante. Penso ser a terceira parte desse livro a mais importante. Nela, Ana Maria atinge, em alguns poemas, altíssimos níveis poéticos. O “Poema na tarde” se inicia com um verso de extrema densidade, digno de um poema de Ferreira Goulart: “O trânsito trava o poema”. O nível de angústia encaixa-se na perplexidade do homem diante do caos urbano. Enfim, um livro para ser lido e meditado. Com ele, Ana Maria finca seu padrão, definitivamente, na moderna poesia de Pernambuco”, declara Alvacir Raposo.

Anna Maria Ventura de Lyra e César é pernambucana do Recife. Nasceu e pretende se encantar entre os rios Capibaribe e Beberibe. Morou em Garanhuns, Carpina, Caruaru, mas é o Sertão de seus pais – Amaro de Lira e César, poeta e desembargador (Cajazeiras-PB), e Áurea Ventura de Lira e César (Monteiro-PB) – que traz dentro de si. Embora viva no litoral, tocada pela brisa do mar, circundada de rios e canais, é o sol do Sertão que lhe castiga os olhos, a pele, a alma.

Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade do Recife (atual UFPE) e em Letras Neolatinas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Católica de Pernambuco.

Publicou:

Ensaios: Lira e César, Juiz de Caruaru; A Bala e a Mitra; A Faculdade Sitiada; Último porto de Henrique Galvão.

História: 50 anos do Senac em Pernambuco.

 Ficção: O Tom Azul; habemus vinum antimemórias do absurdo.

 Poesia: Versos Voláteis; No limiar do tempo.

  Memórias: Gênesis; Habemus Panem – memórias de uma época.

 É membro da Academia Pernambucana de Letras, da Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro (onde exerceu a presidência em três gestões), da Academia Recifense de Letras, da União Brasileira de Escritores e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (sócia-honorária).

(da esquerda para a direita) Os acadêmicos Nilzardo Carneiro Leão, Rostand Paraíso e Paulo Gustavo

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