Lúcio Ferreira

Lúcio Ferreira, poeta, escritor, nasceu no Recife, Pernambuco em 29-04-1930. Bacharel em Ciências Econômicas, pela Universidade Federal de Pernambuco em 1978. Funcionário aposentado do Banco do Brasil.

Trabalhou sempre no setor rural, onde pôde , de algum modo, olhar o Homem – principalmente os pequenos camponeses – como era sua pretensão: orientando, convivendo, apoiando. Aprendeu com RILKE a ver e sentir à distância, melhor maneira de proteger a Humanidade.

Publicou os seguintes livros de Poesia:

  • Um olhar para Cada Coisa(1999)
  • Exercício do Sentir( 2000)
  • As duas Extremidades da Luz( 2001)
  • Linhas do Tempo (Hai – Kais- 2002)
  • Uma Porta Para Dentro da Pedra (2003)
  • As Reticências dos Sonhos ( 2003)
  • Estas Coisas Cá de Dentro( 2004)
  • Um Pouco Antes da Chuva (2006)
  • Epitalâmios para Elza (2006)
  • Às margens de um rio cereal (2006)
  • Um corte além do fio (2008)
  • O Pássaro e o Mapa ( 2012)
  • Ilhas sem Arquipélago ( 2014)

Foi co-autor de “Reescrevendo contos de fada” (ficção). Organizou e participou de várias antologias: O Planeta feito Quintal- uma visão ecológica (Org.), com as escritoras Lourdes nicácio e Telma Brilhante; Poemas de Sal e sol (Ed.Micro- Benito Araújo); Terra da Poesia ( IMC – Cláudia Cordeiro e Antônio Campos); Panorâmica do Conto Nordestino (IMC – Cyl gallindo e Antônio Campos);Paisagens da Memória ( Novo Horizonte – Carlos Severiano Cavalcanti, Lourdes Nicácio e Silva e Telma Brilhante), além de revistas, jornais, sites e outras antologias.

Lúcio Ferreira  foi premiado pela Academia Pernambucana de Letras e outras instituições literárias. Recebeu homenagem da União Brasileira de Escritores na Livraria Cultura, 2009, em reconhecimento a sua contribuição à Literatura Pernambucana. Membro da Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro, Academia de Artes, Letras e Ciências de Olinda, Academia Recifense de Letras, União Brasileira de Escritores (UBE-PE). Sócio colaborador da Sociedade de Médicos Escritores, Pernambuco. Frequentou a Oficina Literária do escritor Raimundo Carrero e, sob a orientação do Prof. Sébastien Joachin, o Café Literário do Recife.

Ainda pela sua contribuição à divulgação da literatura pernambucana, foi homenageado pela Novo Horizonte  com a criação dos Cadernos de Literatura Poeta Lúcio Ferreira.

Da sua admirável fortuna crítica ressaltam-se depoimentos de autores como Raimundo Carrero, César leal, Fátima Quintas, Lourdes Sarmento, Maria do Carmo Barreto Campello de Melo, Mário Márcio entre outros.

Alguns dos depoimentos:

(…) A poesia de Lúcio Ferreira consagra o absoluto e só pode ser compreendida como uma prece, irmanada ao que vai além do que se vê, muito além, em um horizonte que jamais se poderá adivinhar. Basta-se a si mesma e preenche o difícil trajeto do que se chama existência; faz-se sangue e vinho no sopro intimista, no jogo que explode de dentro, na simplicidade das coisas verdadeiras. (…) A construção das suas imagens é um ato de amor, de esperança, de fé, uma vez que a crença em si ganha vigor ao verbalizar o não dito. As entrelinhas gritam o que está por acontecer, ah! belas entrelinhas, uma a uma, todas heroínas na possibilidade de vaticinar destinos. Aí, sim, as legiões de Anjos escutarão. E sob a sinfonia dos Anjos, à maneira de Rilke, o seu poema inscreve-se na alma e no corpo da humanidade – de mãos contritas, com o respeito que merecem as súplicas recitadas em voz sibilante, verseja a alegoria do amanhã. Mais uma prece. Amém.

Fátima Quintas, escritora, antropóloga, presidente da Academia Pernambucana de Letras ( 2014)

(…) Com a poesia pulsando no coração, Lúcio é uma das melhores vozes poéticas nestes últimos anos. Começou a publicar depois de um longo caminhar e não teve receios de abrir seu peito ao canto que nos enleva e afaga as tatuagens da Vida.

Lourdes Sarmento, poeta, escritora, membro da Academia Pernambucana de Letras

(…) Em Lúcio Ferreira percebe-se o saudável olhar do verdadeiro poeta, esse instrumento infalível, maravilhosa, de precisão inigualável; desse que condena, impiedoso, tudo que não se ajusta a sua verdade. Lembra Mallarmé quando diz: “Il faut lire, puis fermer le livre et écouter les vibrations des vers” (…). Em suas opções estéticas, Lúcio Ferreira, aos poucos e com muita originalidade, vem conquistando uma forma personalíssima de expressar-se poeticamente.

Mário Márcio, escritor, crítico literário, membro da Academia Pernambucana de Letras

(…) um poeta que tem uma visão muito especial do mundo, trabalhando com o silêncio e com o sagrado, compreendendo e amando muito mais do que gritando, com uma leveza de monge. Às vezes penso que Lúcio Ferreira não é deste mundo. Ou, pelo menos, deste mundo materializado e violento. Violentíssimo. Aqui ele não se encontra. Sua poesia tem toque de Manuel Bandeira: Bela, Bela. Me causa uma alegria imensa ser amigo deste escritor.

Raimundo Carrero, escritor, membro da Academia Pernambucana de Letras